24
abr
10

Dread & Dolan’s Cadillac

Qual a semelhança entre os dois? Bem, os dois são baseados em contos de dois mestres do terror; Stephen king e Clive barker. Outra semelhança? Ambos são carrascos cinematográficos.

Sempre vemos filmes baseados em contos; Alguns dão certo, outros não. Porém, tem contos que não precisam virar filmes. Foi o caso de Dolan’s Cadillac (Morte no deserto). O filme consiste em um roteiro adaptado muito barato, atuação pra lá de ruins e uma direção fraca e descomprometida do diretor Jeff Beesley. O único que exerce sua função “bem”, é o vilão Dolan, interpretado por Christian Slater, praticamente o único profissional no filme.

Agora em Dread, a história não muda nada, basicamente. A premissa básica, retirada do conto, é boa. Dava pra fazer um suspense psicológico muito bom, mas o diretor preferiu transformar oque já estava sem rumo em um trash, com cenas para “chocar”.

As atuações? Terriveis tambem. E pra quem teve o desprazer de ver crepusculo… lembra daquele vampiro com cara de assustado.. Jasper, se não me engano? Então, esse estranho é o ator principal de Dread.

Primeiro filme do diretor Anthony DiBlasi, que ja vem atuando como produtor a algum tempo, nos filmes do Clive barker. Então, devido a esse fato, vamos perdoá-lo. Somente dessa vez.

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17
abr
10

estômago

 

Nonato: É gorgonzola! Esse queijo tem esse nome por causa do nome da cidade onde ele foi inventado, na Itália, ali bem pertinho dos Estados Unido…
Bujiú: Ô Alecrim, esse gorgonzola pode ser o queijo do caralho que for, meu irmão, tu pode fazê o que quiser com ele, mas esse negócio não vai ficar aqui dentro nem fudendo!
  

“Uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária”. Esse é o mote do filme “Estõmago” (um título bem peculiar, diga-se de passagem, que causa até um certo estranhamento), primeiro longa metragem do diretor Marcos Jorge. A história gira em torno de Raimundo Nonato, nordestino recém chegado a São Paulo, que descobre um talento muito especial: a culinária. 

João Miguel (sempre excelente e um dos meu atores preferidos) dá vida ao retirante que encontra na gastronomina um modo de ascensão na vida. Sua peculiar história gira em torno de um boteco, de um restaurante sofisticado italiano e de um prisão. A gastronomia é uma ferramenta para que o personagem ganhe um certo status por onde passa.

Além do baiano, “Estomâgo”, conta com atuações impecáveis e marcantes de Fabíula Nascimento, Babu Santana, Alexander Sil, Carlo Briani e Paulo Miklos. Todos conseguem passar o drama e a comédia que cerca a vida humana na busca pelo poder.

A produção conquistou diversos prêmios nacionais e internacionais. No Festival do Rio 2007, o filme foi consagrado como grande vencedor, tendo recebido quatro prêmios: Melhor Filme pelo Público, Melhor Diretor, Melhor Ator e Prêmio Especial do Júri. Em sua estréia européia, no Festival Internacional de Rotterdam, na Holanda, recebeu o prêmio Lions Award e foi o segundo colocado, entre 200 longas, na preferência do público. Teve participação especial no Festival de Berlim 2008, com direito a jantar inspirado nos pratos do filme, e venceu o Festival Internacional de Punta Del Este, no Uruguai, com os prêmios de Melhor Filme e Menção Especial de Melhor Ator.

“Estômago” foi vencedor do Prêmio de Produção de Filmes de Baixo Orçamento do MINC e seu roteiro participou do prestigioso seminário de co-produção internacional “Produire au Sud”, financiado pelo governo francês. Ele foi inspirado no conto “Presos pelo Estômago”, de Lusa Silvestre, que assina, junto com Marcos Jorge, o argumento do filme.

Um filme deliciosamente carismático, envolvente e despretensioso. Um roteiro nada comum, que mistura temas comuns do público, sem cair na mesmice. Um filme mais que recomendado. Se não assistiu, corra e alugue hoje mesmo.

08
abr
10

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Ano passado meu professor de Ação e Cidadania pediu para os alunos fazerem um blog, cada um com um tema, o meu grupo ficou com o tema ‘memória’ e demos o nome de Dromomemória ao blog. E sendo eu um amante da sétima arte comecei postando uma análise sobre o filme ‘Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças’ que até hoje é um dos posts que mais rendem visitas aquele blog. Então, pensei em passar pra cá no psicodelia cinematográfica esse post antes que algo aconteça ao Dromomemória por nunca mais alguém ter atualizado ele.

Quem quiser visitar o link do post original click aqui e fique a vontade 🙂

Brilho_posteres

“Feliz é o destino da inocente vestal
Esquecida pelo mundo que ela esqueceu
Brilho eterno da mente sem lembrança!”.

Alexandre Pope

“Abençoados os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos”.
Friedrich Nietzsche

brilhoeterno_01Charlie Kaufman, um dos mais talentosos roteiristas da atualidade, escreveu o roteiro de ‘Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças’ a partir desse poema de Alexandre Pope e essa frase do filósofo alemão Nietzche.
O que você faria se tivesse o poder de apagar alguém (literalmente) da memória? Qualquer fato que tenha deixado marcas indesejáveis, qualquer momento que tenha trazido infelicidade, aquela pessoa que te feriu profundamente…

O filme, dirigido pelo genial Michel Gondry (diretor dos melhores videoclipes que existem!), conta a história de Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) que formavam um casal com quase nada em comum, e que durante muito tempo tentaram que o relacionamento deles desse certo. Fracassados, Joel descobre que Clementine submeteu-se a um tratamento que o apagou de sua memória. Inconformado, resolve fazer o mesmo. Porém no decorrer da experiência percebe que, na verdade, ele não quer excluir Clementine de sua vida, e assim trava uma guerra dentro de sua própria cabeça pra manter as memórias ainda bem vivas.

Jim Carrey, Kate Winslet, Kirsten Dunst, Elijah Wood e Mark Ruffalo assinam o elenco com atuações excelentes. Charlie Kaufman se mostra espetacular e por direito levou o Oscar de melhor roteiro original, e Michel Gondry cada vez mais ganhando espaço no cinema deixando claro que pode fazer filmes tão bons quanto seus clipes, como Let Forever Be, o melhor clipe que existe ever!

brilhocama

E se você realmente pudesse apagar de sua memória qualquer recordação? Desde o simples animal de estimação que foi atropelado até aquela pessoa que você foi apaixonado mas que lhe causou muita mágoa? Imagine quantas pessoas seriam ‘deletadas’ pelo impulso de alguém, por qualquer motivo tolo ou raiva passageira? Quanto da vida de tantas pessoas simplesmente sumiriam por ser muito mais fácil esquecer do que tentar vencer os obstáculos?

Todos já passamos por momentos marcantes na vida, os bons e os ruins. Mas você estaria disposto a apagá-los?

Na vida, tudo acontece por alguma razão (ou não), mas não é se livrando do que nos desagrada que estaremos melhor. As pessoas que passaram por experiências terriveis na vida, cresceram, amadureceram. De tudo que vivemos temos algo pra levar sempre, até os momentos ruins e as pessoas que nos marcam. Tudo está conectado e deletando algo/alguém de nossa cabeça, o vazio, aquele vácuo que ficar não substituirá nunca os momentos/pessoas pra melhor.

Não que eu não estivesse disposto a deletar qualquer coisa que já tenha vivido, o homem vive atrás da felicidade, e se alguém deletasse todos momentos tristes da vida, ela não seria feliz então? Mas aposto que um dia ela se perguntaria por que é tão ‘diferente’ dos outros, e isso levaria a uma cadeia de acontecimentos que inevitavelmente perderia o real conceito de felicidade que tanto buscou.

Brilho Eterno de uma Mente sem lembranças mostra que amar não é fácil, viver nunca é fácil. Mas não é esquecendo o lado triste da vida que a tornamos melhor, pois é sofrendo e errando que a gente aprende.

Fikdik de filme pra vocês assistirem, e discutirem sobre.

~> Ficha Técnica:

brilho-eterno-posterTítulo Original: Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Site Oficial: http://www.eternalsunshine.com/
Direção: Michel Gondry
Roteiro: Charlie Kaufman, baseado em estória de Charlie Kaufman, Michel Gondry e Pierre Bismuth
Produção: Anthony Bregman e Steve Golin
Música: Jon Brion
Fotografia: Ellen Kuras
Elenco: Jim Carrey, Kate Winslet, Kirsten Dunst, Mark Ruffalo, Tom Wilkinson, Elijah Wood.
Trailer

05
abr
10

a cor púrpura

Em 1906, numa pequena cidade dos EUA, a jovem Celie, de apenas 14 anos, violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças. Separada dos filhos e de sua irmã, é doada a Mister que a trata como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de homem vem da própria dor e da paixão platônica por uma sensual cantora de blues, Shug Avery. Cada vez mais solitária, Celie compartilha sua tristeza em cartas, a princípio com Deus e depois com a irmã Nettie, missionária na África.  

Quando Shug, sensibilizada com a história da jovem, aliada com a forte Sofia, esposa de Harpo, filho de Mister, entram na sua vida, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.

O filme de 1985, dirigido por Steven Spielberg e baseado no livro homônimo de Alice Walker, marca a estréia de Whoopi Goldberg no cinema, como a sofredora Celie. Em uma atuação sublime (talvez o melhor papel de sua carreira), Whoopi conseguiu dar força a essa mulher submissa que, aos poucos, vai assumindo o controle de sua própria vida.

Uma história comovente e sem melodrama barato. Conta ainda com a performance do grande Danny Glover, como o opressor Mister; Oprah Winfrey (sim, ela mesma), como a ‘temperamental’ Sofia e Margaret Avery, como a cantora Shug Avery que protagoniza uma das cenas mais emocionantes do filme: a apresentação da música ‘Miss Celie’s Blues’.

Um filme lindo, penetrante, humano, enfim, são inúmeros os elogios para essa verdadeira obra prima. Definitivamente, um filme obrigatório. As lágrimas são conseqüência.

02
abr
10

Chan-Wook Park e sua sede de sangue

Nesse filme, você não encontrará vampiros vegetarianos que brilham. Então se esta atrás de um crepusculo coreano, aqui não é o seu lugar.

Sede de sangue, o novo filme do diretor (doentio) de Old Boy, Chan-Wook Park, é um suspense bruto  com abordagem vampiresca.  O diretor explora um atmosfera bem sombria, com um dilema psicológico e religioso.

Tudo começa com um padre que decide se submeter à uma experiência, em busca de um cura para uma doença intitulada “VE”. No meio do tratamento, o padre morre, porém volta a vida segundos depois, com uma infusão de sangue. Alguma coisa estranha acontece com ele,  que altera seus sentidos e vontades. O padre, quando ressucitou, voltou como um vampiro. Quando ele não se alimenta, feridas e sintomas da doença, voltam a tona, oque o força a sair em busca de sangue.

Dae em diante, o filme beira à loucura com o padre e seu dilema religioso: Ele precisa se alimentar, mas “matar é errado”, e como premissa basica religiosa, da passagem direta ao inferno. Como se o enredo já não estivesse chamativo o suficiente, o diretor acrescenta uma “história de amor” completamente ousada e conturbada, entre o padre e a mulher de um amigo de infância. [Sem mais spoilers]

Muitas das cenas de “Sede de sangue” são ousadas, violentas, e perturbadoras, coisa tipica na direção de Chan-Wook Park. A construção das cenas, o desenrolar imprevisivel do roteiro e o final poderoso, transformam o filme em algo bonito e sinistro, coisa que poucos diretores conseguem fazer.

21
mar
10

“Estilo é plagiar a si mesmo”

Cineastas que refilmam seus próprios filmes Por @DeniseCarvalho

Tão antigo quanto o cinema, fazer remake virou um hábito para a indústria de filmes. Em alguns casos o longa é apenas baseado no original, já outros é a cópia perfeita do início ao fim. O mais curioso é que vários cineastas, ao longo da história, resolveram fazer remakes de seus próprios filmes. Somente em 2008, dois cineastas de sucesso, o alemão Michael Haneke e o francês Francis Veber, lançaram novas versões de longas que eles escreveram e/ou dirigiram.
Outros grandes nomes do cinema, como Alfred Hitchcock, Frank Capra, Howard Hawks, fizeram o mesmo, com sucesso. Como disse o próprio Hitchcock, “estilo é plagiar a si mesmo”.
Funny Games (Michael Haneke, 1997), que significa jogos divertidos, foi refilmado e lançado em 2007, com o acréscimo de U.S. no nome. As duas versões são igualmente perturbadoras, mas após de dez anos o remake é capaz de provocar reações diferentes no telespectador. “Estamos habituados a ver um cinema calmante, de entretenimento, que não nos confronta com a realidade. Mas, se quisermos ver o cinema como uma forma de arte, somos obrigados a esse confronto. E isso, muitas vezes, choca o público de hoje em dia. Eu faço um filme para me confrontar, eu mesmo, com um tema que acho importante, grave. Nunca tenho a idéia de chocar” afirma Haneke.
O enredo é simples: uma família (mãe, pai e filho) decide passar o final de semana numa casa de campo, na Áustria. Nem acabam de se instalar e são surpreendidos pela visita de dois jovens, Peter (Frank Giering) e Paul (Arno Frisch) com o pretexto de estarem precisando de ovos. Os dois fazem a família de reféns e brincam sadicamente com eles. O longa é uma crítica aos EUA que transmite violência gratuita direto na televisão e na sociedade. “Por que ele fez isso? Haneke quis fazer um filme que fale direto com o público americano, que polemize o cinema de suspense e terror, como Jogos Mortais e O Albergue, que estão sendo feitos em abundância no país”, afirma o jornalista Renato Silveira, do site Cinema em Cena.
Haneke refilmou “Violência Gratuita” quadro por quadro. Ao contrário dos filmes Hollywoodianos, quase sempre muito coloridos, o longa tem o cenário e figurino quase todo branco, o que nos faz lembrar aquele grupinho maldoso de Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971). A nova versão de “Funny Games” é praticamente idêntica ao original, as falas são semelhantes e um fato curioso é que a casa onde ele foi gravado tem exatamente as mesmas proporções daquela usada no filme de 1997. As mudanças mais evidentes foram a troca do idioma (do alemão para o inglês, para atingir o público norte-americano, que não gosta de filmes legendados), e o uso de atores mais conhecidos do público ianque, como Tim Roth (O incrível Hulk) e Naomi Watts (King Kong). Curiosamente, Watts protagoniza seu segundo remake; o primeiro foi “King Kong”.
O remake de Funny Games não atingiu um público amplo, como Haneke pretendia. Sua renda na semana de estréia nos EUA foi de U$ 544, 833, a bilheteria total até agora é de pouco mais de 7 milhões de dólares. Mesmo assim, produzir um remake e ele ser bem aceito pelos fãs e críticos é um êxito que apenas os cineastas que refilmaram o próprio filme conseguiram.
Uma das melhores fases de Alfred Hitchcock quando ele ainda produzia seus filmes na Inglaterra, foi em O homem que sabia demais (1934), lançado em preto e branco e refilmado anos depois pelo próprio diretor, em cores. Foi o primeiro longa em que a nova versão superou o original, isso porque o cineasta teve mais recursos tecnológicos e em 20 anos ele pôde aprimorar algumas técnicas. Quem assistiu à refilmagem percebeu a diferença. O elenco, que antes contava com Cary Grant dando mais humor ao personagem, no segundo filme é protagonizado por James Stewart, que atuou em várias obras de Hitchcock. “O remake é mais decupado e mais rigoroso”, afirmou o crítico e cineasta François Truffaut.
Em “O homem que sabia demais” uma família, que está passando férias em Paris, vê um homem morrer e ele lhes revela um segredo. Isso se torna um grande problema, já que a filha do casal é seqüestrada para garantir que a família não revele esse segredo. “O homem que sabia demais” – o remake – é uma das obras-primas do Hitchcock e tem um dos finais mais angustiantes da carreira dele. O próprio cineasta considerava que a primeira versão era fraca, e por isso mesmo resolveu fazer o remake e o fez com enorme brilho”, afirma o jornalista e professor Leo Cunha.
Além desses cineastas que plagiam a si mesmo, existem outros que pegam uma idéia que já existe e produz o remake. É tarefa difícil produzir um filme e ainda torcer para ser bem aceito pelos fãs e críticos. Por isso, a refilmagem de um sucesso acaba se tornando uma boa saída. Tanto que existe um filme com o recorde de remakes feitos a partir dele. Tudo começou com a peça “Le Contrat” (1969) de Francis Veber. Ela foi bastante prestigiada nos palcos parisienses e teve sua primeira adaptação para o cinema feita por Edouard Molinaro, em 1973. Com o roteiro de Veber, o longa ganhou o nome de Fuja enquanto é tempo (L’ Emmerdeur). Depois veio o remake americano dirigido por Billy Wilder, em 1981, com o nome Amigos, Amigos, Negócios à Parte (Buddy Buddy). E em dezembro próximo vai ser lançada outra versão francesa, dessa vez dirigida pelo próprio Francis Veber, também chamada L’ Emmerdeur. Veber reproduziu além desse, outro filme de sua autoria, Os três Fugitivos em 1989 na versão americana, refilmagem de Os fugitivos de 1986, francês.
O cinema possui uma versatilidade inquestionável, que na produção de remake não parece ser muito evidente. Como “Violência Gratuita” ou qualquer refilmagem, a releitura é diferente, muitas vezes temos que ler nas entrelinhas para poder enxergar as variações. O filme Onde começa o inferno, de Howard Hawks é um clássico do western de 1959 protagonizado por John Wayne. O cineasta reproduziu o longa, com pequenas mudanças e com outro nome, chamado El Dorado em1967 e novamente convidou Wayne para fazer o papel principal. Um maravilhoso western, onde ler nas entrelinhas não é preciso, já que a nova versão se auto-explica pela qualidade.
A lista de cineastas que produziram um remake da própria obra inclui ainda, entre outros:
– Frank Capra, Dama por um dia (1961), refilmagem de Lady for a Day (1933);
– Anatole Litvaq, The woman I Love (1937), refilmagem de L’équipage (1935);
– Julian Duvivier, Lydia (1941), refilmagem de Um Carnet de bal (1937);
– Roger Vadim, And god created woman (1988), refilmagem de Et dieu créa la femme (1956);
– George Sluizer, The Vanishing (1993), refilmagem de L’homme qui voulait savoir (1988);
– Jean Marie Gaubert, Just Visitng (1999), refilmagem de Les visiteurs (1992), que ele assinou como Jean Marie Poiré.
Nos remakes produzidos em série, têm aqueles que merecem o devido destaque, já que foram bastante polêmicos. Como Hollywood produz filmes em massa, um para cada estação, o cineasta acaba ficando sem idéias e pegando uma que já existe. Desculpa bastante plausível, mas nada explica o fato desses remakes serem piores que o filme original.
Psicose (Hitchcock)

Um remake polêmico, criticado por muitos fãs, foi Psicose, refilmado quadro a quadro por Gus Van Sant em 1998, a partir do original de Alfred Hitchcock, de 1960. É preciso ter muita coragem para refilmar um dos melhores filmes do mestre do suspense. Uma vantagem perceptível da nova versão sobre o original é o som, mas é claro que na década de 60 o cinema não dispunha de recursos tecnológicos, como temos hoje. Nem assim, Gus Van Sant conseguiu recriar o clima de tensão que estamos acostumados a ver nos filmes de Hitchcock, como em Janela Indiscreta (Alfred Hitchcock, 1954). Este, por sinal, ainda não ganhou um remake. Mas quem assistiu Paranóia (D.J Caruso, 2007) conseguiu perceber a semelhança gritante entre os dois filmes. Pode ter sido apenas uma inspiração, mas para os proprietários dos direitos do conto não foi nada disso. Essa similaridade rendeu a todos os envolvidos, incluindo a DreamWorks e a Universal, um processo judicial.

Psicose (Gus Van Sant)

Em “Janela Indiscreta” um fotógrafo, interpretado por James Stewart, não pode sair de casa devido à sua perna quebrada. Sem nada para fazer, começa a observar os vizinhos, até desconfiar que um deles assassinou a própria esposa. Em “Paranóia”, o personagem de Shia Labeouf está em prisão domiciliar, e, para passar o tempo, observa a vida dos vizinhos através de sua câmera e também desconfia que o vizinho matou a mulher. Não dá pra negar que em “Paranóia” tem cenas de arrepiar. Plágio ou não, esse processo deve render, e os envolvidos se negam falar sobre o assunto.
20
mar
10

histórias cruzadas

Para começar meus posts aqui vou falar de um tema que me chama muito a atenção: filmes que possuem enredos paralelos e direta ou indiretamente possuem uma ligação. Essas histórias poderiam muito bem ter o seu próprio longa, mas a forma como são interligadas é que enriquece o filme. Logo de cara, já penso em quatro títulos: Traffic (2000), Crash (2004), Babel (2006) e Território Restrito (2009).

Com base em um tema central que liga todas as personagens e suas histórias, os filmes em questão abordam assuntos fortes que abalam a estrutura do espectador (narcotráfico, racismo, intolerância e imigração ilegal, respectivamente). A partir daí, somos convidados a refletir nas temáticas sob diversos ângulos e mudar o conceito a respeito das questões pertinentes.

Cada uma das produções tem suas peculiaridades que elevam o nível e as tornam mais interessantes. Em Traffic, o que mais me chamou atenção foi a fotografia usada, onde cada trama tem a sua própria cor (azul para Washinton, amarelo para o México e cores naturais para a Califórnia), Isso contribuiu, e muito, para a originalidade do filme.
Já em Crash (um dos meus filmes preferidos), o enredo em si é o que prende o público. Histórias densas e conturbadas dão o ritmo ao ganhador do Oscar de melhor filme. Dentre tantas cenas marcantes, uma não tem como esquecer é a do tiro na menina.

Babel foi o único que assisti no cinema. A peculiaridade dele é a visão de que uma ação gera uma reação e sem limites geográficos. As pessoas podem estar muito longe, mas ao mesmo tempo perto (dá uma boa discussão isso). Esse filme fecha a trilogia do diretor Alejandro González , com Amores Brutos (2000) e 21 gramas (2003). Outras duas ótimas produções.
Por último, temos Território Restrito, que conta Alice Braga no elenco, mostra o desejo de estrangeiros de conseguir viver no ‘sonho americano’, porém, em encaram a dura realidade em um país não tão aberto a outras culturas.
Para finalizar, vejo que um ponto comum entre esses filmes, além do cruzamento de histórias, é a vontade de retratar o real, o menos glamurizado possível e mais próximo de como ele é verdadeiramente. Penso que filmes não são meros entretenimentos, podemos extrair algo deles. Esses quatro títulos abalam as estruturas, pois retrata aquilo que tentamos não ver.
Trilha sonora: “Maybe Tomorrow” – Stereophonics (trilha do filme Crash)



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